sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Modelo de gestão



Modelo de gestão é definido como sendo um sistema de regras relativas à direção dos negócios ou um conjunto de objetivos delineadores para determinado programa de ação gerencial e condicionadores de sua execução ou, ainda, o meio pelo qual uma empresa busca regular ou modificar sua situação no mercado.Podemos dizer, ainda, que o modelo de gestão é a forma pela qual uma determinada organização buscou solucionar o seu problema particular de administração.


Não podemos deixar de lembrar que toda atividade humana organizada dá origem a duas exigências fundamentais: a divisão do trabalho em várias tarefas a serem executadas e a coordenação destas tarefas para a obtenção de resultados pré-determinados. O problema da Administração consiste em dividir-se o trabalho entre as pessoas e coordenar a sua execução. A solução para este problema é única para cada empresa, porque ela depende da visão de negócios de seus iniciadores.
 
As formas tradicionais de gerenciamento objetivaram a manutenção da estabilidade da organização por intermédio de uma estrutura hierárquica. Isto nos leva a concluir que a estrutura de uma organização pode ser compreendida como a soma total das maneiras pelas quais o trabalho é dividido em tarefas distintas e a forma como é feita a coordenação entre essas diferentes tarefas. Os elementos componentes dessa estrutura devem ser selecionados para alcançar uma harmonia interna, bem como uma congruência com a situação da organização.

São conhecidas cinco formas básicas de estruturação da relação entre o trabalho e a coordenação:

1) Ajustamento mútuo: forma de se obter a coordenação do trabalho por intermédio da comunicação informal. Esta é uma estrutura encontrada tanto nas organizações mais simples como nas organizações mais complexas, nas quais o sucesso do empreendimento depende da habilidade dos participantes em se adaptarem uns aos outros e de seu comprometimento com o trabalho.

2) Supervisão direta: forma de se obter a coordenação por meio da utilização de uma pessoa, responsável pelo trabalho dos demais participantes, a qual instrui e monitora suas atividades. É a forma mais comumente encontrada nas organizações.

3)  Padronização: forma de coordenação do trabalho na qual a intervenção do coordenador sobre os executores das tarefas obedece a critérios preestabelecidos de trabalho, segundo:

  • Padronização do conhecimento: as habilidades e conhecimentos são padronizados quando o tipo de treinamento necessário para a execução do trabalho é especificado.
  • Padronização de resultados: Obtém a coordenação por meio da especificação dos resultados; por exemplo, as características de um produto ou o seu desempenho.
  • Padronização de processos: Obtém a coordenação por intermédio da especificação  detalhada de cada fase da execução do trabalho.

    Na prática, as modernas organizações se utilizam de combinações dessas formas de estabelecer a coordenação do trabalho para comporem seus modelos de gestão.
     

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O cenário global



Atualmente conseguimos identificar o surgimento de novas formas de organização mais adequadas às demandas de um mercado globalizado, consequências das rápidas e inesperadas mudanças no campo do conhecimento, do agigantamento das organizações transnacionais e do surgimento de atividades que demandam profissionais de diversas e complexas competências altamente especializadas.

Essas novas formas de organização sofrem a influência do cenário global, caracterizado pelo rápido desenvolvimento de tecnologia para aplicação imediata, pelas interdependências das nações - blocos transnacionais de livre comércio, pela competitividade acirrada; pela turbulência e incerteza; pela virtualização e complexidade dos negócios. 

Além disto, observamos, também, o surgimento de novos valores do trabalho, fruto das exigências de índices cada vez mais elevados de profissionalização e da crescente mobilidade e rápida obsolescência profissional, que demandam diferentes e constantes esforços educacionais. O mercado exige profissionais cada vez mais especializados e com um largo referencial de conhecimentos e as condições de trabalho exigem das pessoas um crescente envolvimento profissional, participação e autonomia.

Isto coloca o profissional de Administração diante de normas focalizadas no ambiente imediato, ao invés da tradição; de tarefas mais técnicas, complexas e não programadas; de uma crescente valorização do trabalho cooperativo, da criatividade e da adaptação a novos desafios. 

Essas novas formas de organização incluem estruturas de trabalho matriciais e temporárias, forças-tarefa para solução de problemas específicos, que se configuram como estruturas adaptáveis, envolvendo especialistas diversos e a concentração do esforço motivacional na realização das tarefas.  


 A ideia, então, de uma teoria administrativa prescritiva e que proporcione uma solução universal para o delineamento de um modelo organizacional eficaz, conforme propunham as Escolas de Administração desenvolvidas no século XX,  perde completamente o sentido diante desta nova conjuntura do mercado.